Eu,Doralinda P. drogada e prostituída pela cega ignorância alheia

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010





Sabe Zé,

acho que estou meio out-of-date, sabe? Uma coisa assim meio fora de moda...
Percebo que pessoas tem uma imagem de mim meio que (quase) completamente diferente daquilo que eu sou e sempre fui. A vida, oh doce vida...! Ela me fez mais amarga no decorrer dos anos e de alguns acontecimentos que ficaram em memória passada.
Se oq faço sempre é de forma intensa, é pq ñ sei fazer de outro jeito.
Se me entregar em relações (seja qual for: amizade, amor) e ser transparente está errado,então eu estou no erro.
Se continuar (apesar dos pesares) confiando nos seres humanos é contra a lei do senso comum, então eu tô realmente out-of-line.
Tem mto que eu faço de brincadeira, e há mto sarcasmo e ironia dentro de mim...foi assim que eu me fiz na vida.
Às vezes é como se aquela bunekinha precisasse de sua redoma redonda de vidro (à prova de som) para sentar no cantinho, e se defender dos outros brinquedos 'du-mal' que tem uma embalagem rotulada que descasca com o tempo.
Mas a vdd é que ngm precisa saber da vdd, doq eu penso ou deixo de pensar
(ok,praq eu escrevo aki então? pra vc né Zé,duh!), aliás, eu ODEIO que me controlem e que me julguem.
Aqueles que sabem ler nas entrelinhas, sabem reconhecer um sorriso sincero e ñ se importam com a companhia e presença da "menina-stressada-grossa" (é esse o rótulo que tentam colar em mim) e reconhecem um olhar e um gesto... então estes são os que me bastam para levar para a vida dentro do bolso da minha camisa de malha preta e guardar com (mto) carinho. *






"Lamento não ter te dado a oportunidade de se apaixonar gradativamente por mim solidificando nossa relação
Lamento por me fazer parecer aos seus olhos escandalosa como 'toda mulher'
Lamento ter convicção de meus valores e viver segundo eles
E por não atingir expectativas 'tão comuns' a vc e aos seus
(...)
Aprendi a não esperar o que nunca teria pra mim nem criar expectativa pelo que nunca seria. Mas você me parece mais do que o 'não ser' e é deste sentir que lamento; só e somente pq se ñ fosse seria um tanto mais fácil.
Minha natureza inconstante e cruel subdivide-se quando analisa mais a fundo: possessiva, controladora, manipuladora e ciumenta. Por estas me sinto desconfortável qdo vejo certas coisas. (...)
(...)
Algumas coisas estão além ao meu entendimento: seus dois corações, sua suposta segurança e estabilidade visíveis no seu olhar com vida qdo está cmg, seu ciúme (aparentemente) infundado, meu lugar na sua vida.
Meu egoísmo e possessividade ñ permitem que eu considere algumas coisas do mesmo modo que me fazem superficializar ao máximo meus sentimentos para evitar qualquer conflito.
Foi inevitável.
Abdiquei de certas características inerentes a minha natureza: mas ñ é tão fácil quanto parece ignorar meus pontos mais fortes.
(...)
Lamento por precisar de algo além do bem e do mal para nos manter.
E principalmente lamento por não conseguir ser perfeita."


[trechos ñ autorizados de uma carta para M.A retirados do fundo do baú de 2009, para além do bem e do mal]



*
nota de pé de página: texto pra backup no blog, e para entender como coisas e pessoas mudam nesse constante devir. -note que maneiras de pensar e agir em certas situações mudam,mas o caráter será sempre o msmo,ever.

nota de pé de página[2]: relendo me parece até uma crise adolescêntica. mas é só aparência. ñ procuro mais lugar nesse mundo: eu faço meu lugar, eu faço meu mundo e me equilibro na linha fina da calçada... essa tal de 'intensidade' q tanto me notam é e sempre foi o -agora- esse em tempo presente. (talvez por isso que eu ñ me arrependa das coisas... será!?)
Tenho pena e compaixão por aqueles que ñ conhecem a alegria de viver, a alegria da liberdade solitária, à dois, entre amigos...
Então, me pergunte: razão ou emoção? Pois eu sou um ser humano (ir)racional.








céu de baunilha

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010







Sabe, às vezes acho que cada vez mais que conheço pessoas mais eu gosto de animais: da maneira que minhas cachorrinhas chegam pra me lamber, pedir um carinho, deitar no meu colo e me dar atenção e carinho sem qualquer interesse ou julgamento.
Talvez eu devesse parar de notar as pessoas, e deixá-las pra lá: foi assim, é assim e sempre será assim. Nada de querer mudar certos aspectos do mundo a esta altura do campeonato.
A verdade é que eu andei pensando hj e ontem e conclui que a vida é bela. Bela de bonita. Bela de bela, rimando com Gabriela.
Bom, oq eu quero fazer agora é impedir que certas memórias se percam: ñ quero me frustrar ao tentar lembrar de uma voz, um cheiro ou detalhes de um rosto conhecido.
É uma pena. Realmente.
O post de hoje ñ tem mto sentido, ñ será revisado e o texto em anexo é uma junção de dois textos 'grandinhos' que foram compactados para um pequeno backup de mim para mim.
BjomeligaZé








(...) personagem tão real, que me custa o ar da mais completa felicidade.
No momento vive, não tão distante; mas como pode ser tão sólido e tão etéreo?
Eu,eu lírico também vivo pelas páginas da vida escrevendo e esperando uma inspiração qualquer.
(...)
Se naquele dia aquela cadeira estivesse vazia, talvez tudo seria mais fácil.
Se nada daquilo tivesse começado, quem sabe eu estaria pronta para ler mais livros.
Mas é certo que eu não teria vivido do jeito que só nós sabemos a mais bela criação divina,o amor:
brincando de ser gente grande, brincando de ser gente pequena, pegando o mundo nas mãos e brincando de bola, sem certo ou errado porque a lei nós quem fizemos.
(...)

Desde sempre, com amor, Bi




*texto ñ-autorizado de uma carta ñ-publicada*