
A pequena donzela se colocou diante do destino (escolhido por seu livre-arbítrio) como uma criança impaciente, anciosa e alegre esperando pelo que viria.
Sabia (ou pensava que) dos riscos.
Como personagem e espectadora de tudo, assisto sentada naquele quarto imaginário a dor se repetir por duas vezes seguidas. E essa reapresentação ñ me causa efeito de ânimo, por estarem dissipadas entre a ilusão e a novidade.
A bonequinha com sentimentos, no momento está abandonada à si, vive sem segurança alguma.
Mas ela luta pela vida (rara vontade), uma luta que é cada dia renovada, a necessidade que a constrange e os raios de esperança que a assombram iludindo-a, mais ainda assim se fazem sentir.
Porém, alguns instintos a atormentam; Sente-se ameaçada constantemente por todos que a rodeiam, afinal de contas, ela é apenas uma bonequinha;
E ela mts vezes se tranca: naquela redoma de vidro contra td e tdos; a verdade é que td acaba por ser em vão,pq na redoma ela ñ se "esconde" de seus sentimentos.
O sr. Cabeça de Batata está na prateleira ao seu lado e sem orelha. Mas ele é feliz e mal sabe que a orelha está caída atrás da cama.....mas ñ faz diferença pra ele ter uma ou duas orelhas rosa, ele está feliz.
Ela é feliz e extrovertida e tem um quê de depressão e mistério: à poucos permite saber sobre seus problemas e frustrações, e que por (maus) momentos se sente indiferente à tudo.
Ela desiste de tentar entender tudo, pq fazê-lo seria implorar a chegada do sofrimento.
A boneca no momento se encontra na estante, com um vestidinho preto com babado de renda na barra e um sapatinho de verniz branco e preto nos pés.
No fim, algumas coisas valem a pena.
Outras, ñ chegam até o "fim".
ass. Bunek
"Ñ gosto da perfeição aparente de quem passou a vida acreditando ser feliz. A verdade é que qdo sempre se teve, ñ se sabe dar o valor verdadeiro;
(...) E então tiraram-na lá de cima para brincar e esqueceram que ela é do tipo de boneca que as crianças ñ gostam de brincar..."
Dora,Doralinda
"A felicidade não passa de um sonho - dizia Voltaire - a única realidade é a dor.
Há oitenta anos que a experimento e nada faço senão resignar-me e dizer a mim mesmo que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas, e os homens para serem devorados pelos desgostos."
"a felicidade não passa de um sonho,,,"
domingo, 4 de abril de 2010
Postado por Doralinda Paxivalin às 02:46
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